Dá-me de beber dessa taça
De áureo licor perfumado
Que teus lábios escarlates acidulam
De fermentado frutos d’aurora
É o suor do sol
_Mel silvestre_
Escorrendo do pensamento ao seio
E o ácido deleitoso ao qual me enleio
Suga-me da voz o grito
De deleite do virgem pecado
Nessa imaculada alegria
Que dera à manhã ar de sossego
De noite tranqüila e frescor
Na beleza de céu estrelado.
Sorria sol, fruto silvestre,
Você está sendo devorada.
Visão Poética: "O chão é cama para o amor urgente, amor que não espera ir para a cama. Sobre o tapete ou duro piso, a gente compõe de corpo e corpo a úmida trama. E para repousar do amor, vamos à cama."
sábado, julho 25, 2009
Não Tenhas _ Ricardo Reis
Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.
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