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quarta-feira, dezembro 03, 2014

Ela

Surgiu assim,
Como o sol na manhã de inverno, improvável e surpreendentemente brilhante.
Noutros tempos eu diria: tal flor no deserto, vigorosa e bela. 
Mas ela tem mais beleza que a tradicional beleza peculiar às flores raras, mesmo que seja essa “a flor” rara que na aridez projeta-se oasis.


Toda a essência da natureza terrestre, humana, se encontra ali, delicadamente esculpida pelas mãos divinas.
A minha vida, agora, torna-se mais suave 
E mais suave ainda o meu espírito se abre para os dias,
E se desmancha, se dissolve
E se expande acolhedor sob a resplandecência da luz que entra quando a porta se abre.

A sala se ilumina. Os semblantes suavizam-se. Os risos desabrocham. Ah, meu Deus, obrigado! Essas almas célebres e carentes merecem essa dádiva. Isso é milagre. Eu? Apenas observo.

Há quem cora as faces ao imaginar coisas, obscenas certamente. Certamente obscenas. Ou imaginando... apenas imaginando...
Quanto ela tem de cintura, pernas, busto. Que boca! E aqueles lábios?!
Eu? Apenas observo.

Eu a sinto permeando meus pensamentos, como uma ave arrumando o ninho, e quando por um instante a esqueço sinto no cérebro e na alma certo vazio.

O perfume chega antes, ou muitas vezes depois, e perdura. E fica. Mais do que o perfume, algo sempre fica quando ela chega ou se vai.
Eu apenas observo.

Só, sonhei tudo que se pode ser sonhado.
Resonho, passo a passo, tudo de novo, repetidas vezes.
Desejo de também ser pássaro e compartilhar o ninho.
Ofereceria minhas penas, as mais macias, para o seu conforto.
E cantaria. Ah cantaria; o meu melhor canto, suave, longo, ou latente estribilho.
E se gorjeio mirando uma flor, nela está meu pensamento.
Oh, mãe natureza, por que pusestes flor tão rara entre espinhos?

Está vestida de menina, hoje.  Os olhares a segue, eu fecho os meus.
Pescoços se movem mecanicamente. Acho que sinto ciúmes.
Muitos querem avançar o sinal, eu diminuo a marcha, vou lento, espero antes da faixa à espera do toque de alerta: detenha-se ou não, o olhar me diz.
Não tenho pressa _ pra que correr? Tudo que eu quero é caminhar, seguir e, oxalá nunca tenha fim o caminho. Então, pra que correr se o que preciso são asas e aprender a voar?

Ela aparenta fragilidade incomum: tão frágil e linda... Parece.
Entanto, dispersando nuvens rompe a escuridão, perfuma a vida e amplia meu universo. Linda sim, fragilidade é uma ilusão.

Ainda sou capaz de sonhar; embora sonhos sejam sonhos, meramente.
Eu me recuso a crer, mas ela é apenas mulher. Mania essa, que eu tenho, de ver magia na simplicidade. Qualquer mulher nada mais é que simples mulher, o que diferencia é a sensualidade. Talvez seja esta a razão do encanto: a sensibilidade, a meiguice, e o todo sensual... Meu coração não resistiria.

Salce. De qual etnia? De qual origem? Viera da Espanha, Zamora, ou de algum paraíso estelar? Por que a ciência ainda não explica tal fenômeno? Alguém simplesmente existe, e nós sabemos que existe, mas tardamos tanto encontrá-la?

Mistério dos deuses que se deleitam a brincar com nossas sensibilidades; entre tantas procuras, encontros e desencontros, nos dispõem a tanto para sabermos o que é viver.

Viver é bom. Viver é poder entregar-se às expectativas. Que venha o amanhã. Hoje, estou bem, estou feliz, ela está aqui.


quarta-feira, junho 25, 2014

quinta-feira, junho 19, 2014

Um minuto, por favor!

 Livro


Você é nosso convidado para uma leitura.
É com muita alegria que convidamos você para uma leitura diferente.
 No livro “Um minuto, por favor! ”, o autor fala sobre as empresas de Telemarketing no Brasil, conta um pouco do seu passado e relata um período recente, de dificuldades; época em que trabalhava e estudava sob uma crise de depressão.

Os textos, apontamentos casuais escritos durante aquele período, é o conteúdo deste livro.
O propósito é que seja útil, ou pelo menos, que sirva de inspiração para confirmar o imensurável valor que tem a vida.
Um forte abraço,

Poetray
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Simples assim

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