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sábado, janeiro 30, 2016

É tão somente amor




Quero que você imagine que: 
No início, no meio e no fim de cada frase que eu disser pra você existe um EU TE AMO!
Pois essa é a sequência correta do meu pensamento.

Não peço que faça nada por mim.
Quero apenas que me deixe te amar,
E acredite nessa verdade.

E eu ficarei como que esperando um milagre.
E se um dia você se sentir triste, desiludida,
Ou simplesmente quiser se sentir amada
_ só para saber o quanto é imensuravelmente importante pra mim _,
Então me procure.
Não hesite; me procure.

E eu a receberei num abraço apertado, cheio de ternura _ esse mesmo abraço que gostaria de te dar agora.

Certamente, muito emocionado, não direi palavras; 
Mas você saberá ouvir no silêncio do instante o meu coração fiel e obediente. 
Aí você entenderá.

E por todo o sempre
E com toda força Divina
Minha alma viverá cantando: eu te amo!

Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!...

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Pela manhã, pensando em você

Ao acordar nessa manhã pensei em você.
Então eu disse:
Obrigado Senhor, por mais essa benção.

O mundo está em guerra
De canto a canto só se vê desventura;
São tantos lamentos, tantas dores na terra
Que até mesmo no riso impera amargura.

E eu, pobre e humilde, feio, já um pouco velho
A essa altura, da vida, pesa-me mais os mistérios;
Mas eis que bate forte o coração
E do amor, que se houvera desiludido,
Agora dou testemunho de fé:
O amor é uma benção, um alento, e eu o tenho vivido.

Não vou pedir perfume à flor
Tampouco maldizê-la se atirar-me espinho;
Nem mesmo vou implorar à brisa que me traga frescor
Pois o brilho do amor já iluminou meu caminho.

Não quero que o sol a decline e suas pétalas pereçam;
Quero que o orvalho da noite a revigore, hoje e sempre,
Até que o novo dia amanheça.

Quero apenas viver para vê-la
Assim, em silêncio, à distância, admirando
Como sempre o fiz, antes dela, olhando estrelas, porém,
Toda beleza de outrora se tornou vulgar depois de conhecê-la.

Longe de mim. Não, não estou menosprezando as rosas, as musas e deusas coroadas,
Todas são igualmente belas, sedutoras e perfumadas;
Mas a beleza sublime está além dessa beleza estampada.
Eu vejo a essência no contraste:
o olhar, o sorriso, a voz, os gestos, o rubor da face...
É uma harmonia de beleza autônoma e melancólica que compõe a linda flor Salce.

Eu a amo por completo,
Pétala por pétala.
E não quero que meu amor seja para ela um incômodo, uma cruz;
Apenas quero adorá-la e servir,
Servir a ela e ao mundo,
Pois o mundo anda em meio a trevas

E a vida precisa de luz.

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Como dizer-te

Como dizer-te, sem parecer ridículo, o que penso e sinto?
E por que dizer?

Todos os dias eu rezo.
Eu componho minhas próprias orações e rezo.
E é com tamanha fé que parece que o universo inteiro silencia e se curva para ouvir minhas preces.

Cheguei a pensar que Deus sentisse ciúmes.
Cheguei a pensar que estivesse pecando;
Mas uma voz soberana me disse: “Calma, você está simplesmente orando”.
Então, todos os dias eu rezo sem culpa.

Mas como te dizer isso sem que pareça ridículo, sem que te cause constrangimento ou pareça ameaçador?

E por que dizer que todos os dias adormeço e acordo rezando e, ao abrir os olhos para exercer a vida, continuo orando com a força plena de todos os meus sentidos?
O que penso e sinto é como estar preso em um sonho sem fim.
O que pode fazer uma criatura humana quando desperta para um sonho senão sonhar?
Por isso eu o sonho com toda a força de minh’alma.
Mas como vou te dizer... a minha forma de fazer oração é pensar em você.

“Eu te amo!” ­_ a voz soberana diz.
O amor justifica-se a si mesmo.

Lu, apesar disso, ou mesmo assim, ainda aceita almoçar comigo?

O melhor momento e o que mais me encanta

Quando flagrar-me assim, nesse arrebatamento,
Contemplando em êxtase a tua beleza
Perdoe-me, por favor, o descuido
E não julgues como rude indelicadeza;

É o melhor momento da vida, esse raro instante
Em que posso esquecer ofícios, erros e sentenças
Pois quando se ama assim, como eu te amo
_ de forma tão eletrizante e intensa _,
Nada no mundo é mais importante
Do que colher lembranças de tão doce presença.

Mais vale o tempo vivido e o prazer sentido
Do que julgamentos e pena pela conduta
Pois tudo que se ganha na vida ficará perdido
Exceto esses deleites que permeiam a luta.

Depois de anos sufocado meu coração agora sorri.
Sorri ao ver o sol, uma flor, sorri ao ver teu sorriso...
Sorri ao sentir essas ondas desse mar imaginário que agita em mim.
E sorri diante do teu olhar e enamora-se do teu corpo, ...
Meu paraíso sonhado, esse oásis sem fim.

O que mais me encanta em ti,
Além deste sorriso e a gentileza
Além da delicadeza e da boa postura,
Jeito de menina-moça, de dama-senhora, bonita e sedutora
Que mantém a elegância em qualquer situação;
O que mais me encanta, além do perfume capitoso e da voz que é em si delicado poema 
_ como uma ária suave de fino tom _,
Que embala minh'alma e conforta
Como carícia de ternura e de edredom;
Me dá essa vontade incontrolável de te amar...
E esses lábios que me leva ao deleite, ao delírio
Só de imaginar, como seria se... e finda
No infinito anseio de te beijar? ...

Pensando em ti
Transito entre o deslumbre e a volúpia
Entre o delírio e êxtase do sonhar...

Ao contemplar-te o corpo, o que vejo e suponho,
Uma doce inquietação me constrange
E deixa meu coração desorientado.
Portanto
Quando flagrar-me assim, nesse deslumbramento, nesse arrebatamento,
Contemplando em êxtase a tua beleza,
Faça isso, exatamente o que fazes agora: ignore.
Pois o que mais me encanta em ti é isso:

A tua capacidade de te fazeres tão generosa.

domingo, janeiro 17, 2016

Domingo

O mundo é grande mas hoje não tinha lugar pra mim.
Fui para a rua andar.
Procurei um amigo...
Onde estão meus amigos?
Quem são?

Árvores altas de densa folhagem circundam a praça.
Seus galhos longos e flexíveis se entrelaçam uma a outra e dançam ao ritmo do vento que brinca alternando o compasso.

O baixo canteiro é vão aberto e estreito, com pequenos arbustos cercado por baixas paredes retilíneas de pedras chatas, claras e escuras, e na ramagem abelhas voejam.

Os pombos catam coisas quase invisíveis, arrulham, dançam, trepam, e novamente dançam e se coçam se atacam; abrem asas e transam. 
Toda essa atitude certamente é um ritual de amor.

Formiguinhas passeiam, param e se cumprimentam, mas pouco se falam, e seguem como que procurando algum tesouro.

Maracanãs. 
Três crianças brincam com seus cães; o velho batuca nas pernas; o casal com filhinho de colo para à sombra e discutem e se ofendem, no olhar agressivo não há sinais de ternura...

Um homem chega e espera desconfiado e impaciente. Mas logo surge um garoto forte saudável e bonito. Eles sorriem, se abraçam, brincam, jogam palitinho e o pequeno deita em seu colo e fecha os olhos ao receber cafuné. 
De longe alguém espia, é mulher.

Como saber se o que parece certo é o melhor?

O vento corre em círculo, chega por onde estou, entra e  segue sempre da direita para a esquerda. As minúsculas folhas verdes ditam o tom e as adjacentes ramagens respondem num grave mediano e vai ao agudo suave...
E quando o vento fecha o círculo, as minúsculas folhas verdes encerram a toada. 
Dir-se-ia o poeta mineiro, uma singela sinfonia.

A dança parece uma quadrilha e a toada são versos declamados entre sussurros e suspiros. Ou talvez lamentos e gemidos... queixas.

Eu os invejo _ os pombos _, liberdade de ser e amar. Trepam livremente; e dançam.
E a árvore  me reprime atirando frutos secos em mim.
Ergo a cabeça e por uma fresta daquele vaivém dos galhos vejo a lua branca acinzentada como uma pequena fatia de nuvem perdida.

Eu vi a lua em pleno dia por entre as folhas dos arvoredos...
E é verão.
Mas hoje tem sol, tem sombra e tem vento.
As flores são minúsculas, pérolas azuis e amarelas na relva onde os marimbondos e joaninhas se divertem.

Hoje o dia é de um frescor divino.
O que eu mais posso querer?
Na verdade eu queria mais uma flor, a flor L. Salce, aqui comigo.
Mas o mundo, a natureza, a vida já fora generosa demais para comigo.

O pé de ameixa acomoda as ramas de maracujá e se mostra vaidosa ostentando frutos alheios como fossem enormes brincos verde-brilhantes.

Sinto sede. Em locais públicos não se encontra água nem para gente nem para bichos. 
_ Caberia uma lei, penso.
Já sinto frio...
Melhor movimentar-me. Saio.
Ando ao sol.

Na outra praça, muitas crianças, idosos, casais de namorados e traficantes.
O olfato capta erva proibida.
A criança cai, é valente, o pai tira as rodinhas. A mãe briga.
As mães solteiras parecem ser mais felizes.
Namorado de mãe solteira é mais atencioso e demonstra carinho...
Travestis são ousados.
Eu perco a poesia.


O vento cessa e se faz brisa. É quando posso ouvir o zunir das abelhas e o cricrilar selvagem na minha cabeça.
Mas a natureza é generosa e ordena ao maestro que recomece o concerto.

Eu saio.
Dezoito horas, deve ter finda a visita.
Atravesso a rua atento ao perigo. Ando, ando, ando... caminho mergulhado em fantasias.

O mundo é grande mas hoje não tinha lugar pra mim.
Fui para a rua andar;
Caminhei, caminhei, 
Nem sequer por um instante estive sozinho.

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Embora chovesse

Saímos.
E chovia.
O encanto pediu trégua, esperou, mas o céu lhe negara.
Reforcei o pedido aos anjos que julguei competentes, pois sempre confiei na minha fé.
Ainda assim chovia.

Nem me dei conta de que anjo com anjos se entendem.
E eu, pobre mortal, que não sei falar a língua dos anjos, desanimei.

Ela, o meu encanto, certamente conhece a sua missão e não reclama do tempo nem ignora compromissos.
Quanto a mim, que sonho demais, sempre peço muito, muito além do merecimento. Pedi sol, mas já era vinda a noite; portanto saímos enquanto ainda chovia.

Lado a lado caminhamos, a passos lentos seguíamos.
Seguimos, assim, como bons amigos, suponho.

E eu olhando seus lindos pés sendo beijados por pérolas celestiais invejei até a chuva que driblava a sombrinha e tocava seu corpo bonito. Lindo, perfeito.

Observei a delicadeza dos seus passos, seus movimentos e o ritmo do seu caminhar. Mas como sempre meus olhos procuravam sua face, aquele sorriso e aquele olhar. Ali é onde mais gosto de contemplar.
Aquela face, aquele olhar... Ali contém uma mansidão de céu profundo, de infinito, de paz noturna, de agradável melancolia, de sol e mar...

Ela, certo momento me fitou e sorriu. Fiquei maravilhado, em êxtase.

E meu coração acelerado se esquecia do seu dever para com o meu frágil corpo. Entorpecido e tenso, por um instante faltara-me ar e os olhos lacrimaram.

Meu encanto...
E teve crepúsculo. E o dia se fizera lindo. Juro.

Juro que vi estrelas, e uma estranha sinfonia dilatara-me os poros. E eu me senti extremamente feliz em meio a tantas fusões de fenômenos incomuns.

Embora chovesse, pois ainda assim chovia fininho, o tempo era divino.
Foi então que descobri que para estar feliz independe do tempo, da hora, da estação e do lugar; basta tê-la ao meu lado.

É, mesmo que ela não esteja completamente comigo, ela dá sentido à minha vida...
Por isso eu a amo.

              (14/01/2016 _ ao sair do trabalho com L.S)

sexta-feira, janeiro 08, 2016

No oito às 14:00_retrato





À hora do almoço cessa a aflição.
Esqueço planilhas, segurança e compromissos.
É tempo de descanso.

A vaidade alimenta o orgulho e o contentamento oculta o nervosismo; assim se equilibra o homem vivido.

Às vezes as emoções se revezam.
O homem que anda tem os pés no chão, mas sua alma flutua.

Todos os olhares perseguem a beleza, ele atravessa, passo a passo, lado a lado com o encanto.

O que posso eu querer mais além de salada, arroz e feijão?
A inveja passa voando, da meia volta e paira sobre mim, mas é ruim de mira.
Outro pássaro gigante me assusta, mas não é ave de rapina.
Predadores rondam, miram, espiam.

O brilho da estrela ofusca a juventude e o sol escaldante desafia-lhes a fantasias.
_ Atravessemos a rua.
_ Vamos.

A mesa é farta.
Tem molho pra todo gosto
E legume combina com tudo.
Preferimos peixe, purê e maionese.
Dispensamos sobremesa.

Quisera ser cavalheiro, segurar a cadeira, provar e aprovar um bom vinho... quem sabe um dia.
Flores sempre hão de existir, um beijo na mão, uma música, uma poesia...
Quem sabe um dia.

“É duro não saber em qual ponto a gente se encontra no tempo.”, pensei, mirando aqueles olhos.
Metáforas
“Morrer de sede em frente ao mar...” _ Djavan.
“Será que é feliz? Qual será o seu maior sonho?”
Se eu pudesse ler sua mente e penetrar seu coração...

Cotovelos na mesa
Inquieta.
O olhar busca uma lembrança.

E disfarço minha desilusão e sufoco meu desespero.
Então a interroguei, passado e futuro.
Mas o que eu queria mesmo era o presente.
O presente e seu olhar
O presente e seus lábios, seu abraço, pra sempre tão boa companhia.

Cotovelos na mesa
O olhar busca uma lembrança.
Este é o momento, pensei, eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!...

E antes das 15:00:...
A conta
Chiclete
Afazeres.

No fim do dia agradecimentos.
E por ser sexta já sinto saudades.



sábado, janeiro 02, 2016

Nasceu!

Enfim é chegada a hora
A tão esperada hora
A hora da graça
A boa hora
A hora da luz.
Acabara de nascer _ o filho do tempo _, é lindo.



Faltou-lhe fôlego, brevemente,
Mas agora está tudo bem.
Inspirou e respirou
Suspirou fundo
Chorou.
E ao abrir os olhos sorriu pasmo.
Ai, houve uma explosão de alegria.

As luzes cegam no primeiro instante, isso é natural, é assim para com todos até que...
Até que se envelheça e se aposente do ofício da contabilidade.
No entanto pernecerá para a eternidade seus feitos e os efeitos, somando-se aos demais. Portanto, permanecerá sendo contabilizado.

O destino é o que é, e quando eterno é eterno e inalterável.
Mas com o passar do tempo cresce algo como dedos e eles se alongam _ é para acariciar e seduzir as almas _ para assediá-las _ e as pega por trás a cada momento de glória ou vacilo.

Esses longos dedos nascem de um único instante chamado segundo.
E esse instante se multiplica em segundos, e se desdobra em horas, e se faz dia.
Mas este também se multiplica, diversifica de tanto se repeitir, contabilizando em conjuntos de sete; e de sete em sete se faz conjuntos diversos que tornam mêses e, no primeiro aniversário, morre.
Morre para atividades vulgares, entretanto, continua vivo, útil, necessário, essencial para a renovação.
Mas, na verdade, tudo nåo passa de um. Um instante de segundo.
A eterna existência está atrelada ao primeiro instante.
E toda a natureza é acondicionada à inspiração do instante.
Louco, né?!

O tempo não tem forma, não tem idade, não envelhece, não tem movimento...
O tempo não existe. O que existe é o instante, aquele momento. O instante de luz que se repete.
Por isso, meus caros, respire. Este instante é único e é o teu momento. Viva!

Pode ser que não seja este momento de glória nem de paz, mas é um instante de luz, porque a vida é o mágico instante, a luz que não se apaga.

Feliz Ano Novo!
                                                          Veja o filme: Deite-se Comigo

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Teu Olhar-felicidade

 Poetray
De Sol, Poesia & dor
No amor o coração é quem determina o rítmo.


No olhar neutro encontrei poesia implícita,
_ resposta por uma vida inteira procurada _;
E na tua imparcialidade a nitidez do sentido
Responde ao ontem e hoje o que é felicidade.

Amanhã _ destino quem sabe presente _, prevalecerá d’outrora o agora respondido;
Isto posto, agora definido, agora,
Teu olhar felicidade.

Tardia descoberta.
Tão óbvio, tão evidente, tão lógico o sentido; 
Contudo, até então ignorado;
O que mais poderia ser, senão o teu olhar, felicidade?

Diante de ti, mirando teus olhos, foi que senti pela primeira vez minh'alma flutuar entre estrelas. Mergulhei em ti ao som de harpas angelicais. E na profundidade dessa esfera me regenerei.
E tanto prazer cega-me.
Meu universo, teus olhos, teu corpo, capturou-me e se fechara em globo com luzes e sons e se expande causando-me estranho deleite.
Aprisionado assim quisera ficar; e pra sempre, cativo dentro de ti, e tu prisioneira de mim.

O amor sincero é egoísta; quer o amor só pra si, a seu lado.
E se do contrário fosse, sincero não seria, amor não seria.
O amor, amor não seria.
Não, não seria amor a verdade do teu e do meu olhar-Felicidade.

Tão óbvio, o amor cega-me.
Tão ilógico o sentido se antes imaginado...
Cego,
Tão cego ignoro o elo dourado em teu dedo. Ofusca-me.
Como pode um homem...

Embora incapaz de entender, respeito a aliança. Seria insensatez ousar julgar um coração quando se é ineficiente para atender aos apelos do próprio coração se este insiste em competir com a razão.
_ Será que ela entenderia isso? _ indaga-me a consciência.
Entenderias tu?

Hoje, tinha folhas pelo chão, luzes nas árvores, estrelas artificiais... Cores vivas, reluzentes, por toda parte. Meu espírito voara para junto de ti e, seguro de não julgar e ser julgado, confesso a ti o meu amor. E digo sem hesitar: "eu te amo".

Não vi anjos _ eu queria anjos; 
Nem ouvi sinos e violinos_ eu queria muito ouvir sinos.
Mas ouvi grilos e o tilintar do triângulo da orquestra desafinada do palco escurecido.
Encenei. Não havia plateia. 
Encenei sem viv'alma sequer disposta a aplaudir-me _ exceto os fantasmas fieis, os de sempre, que vivem comigo. 
Mas eu queria palmas, aplausos, gritos, assobios, risos ou vaias!... Gente.
Eu queria gente, mesmo que fosse em mim...
Mas o que sou eu quando nada ou ninguém?

La fora, aqui, em algum lugar na extremidade do cérebro insano, uma fila de palavras famintas, perdidas, ansiosas por forma, à espera, perdidas se engalfinham  aflitas, esperançosas de ganharem sentido. O que mais que pode almejar uma palavra?
As palavras querem sentido. Poucas palavras têm em si, sozinhas, algum sentido...
Eu queria sentido. Eu queria gente, já que jamais consegui ser verbo ou simples palavra.

Agora, entanto, quero amor: teu olhar-felicidade.
Felicidade, esse é o caminho que tem que ser percorrido...

Ho, ho, ho! Ho!... É hora dos fogos...

Mas não ouço sinos!... Nem violinos...
E teu olhar ainda vago.

(Inspirado pela presença de L.S_ 24/12/2015 23:48:16)


quinta-feira, dezembro 24, 2015

Acontece no Natal



No Natal pesamos os valores
Avaliamos o significado das coisas
Comparamos pessoas
Fazemos escolhas
E a gente se doa por inteiro na esperança de um gesto de amor verdadeiro.
Assim, com o universo na palma das mãos pesamos a vida: de um lado o necessário; e do outro o importante.
Conhecemos de tudo um pouco; pouco, muito pouco. E pouco se conhece de tudo, _ quase nada, eu diria _, quase nada: do invisível quase nada se sabe; pouquíssimo se sabe das pessoas, o indizível, a beleza, a delicadeza, a sensibilidade, as ambições, os temores, as ameaças, o Divino...
Engraçado, sabe que você...
Melhor deixar; nada sei sobre isso.

Mas já sei um pouco, muito pouco, sobre você. Isso é que realmente importa: saber um pouco, pelo menos um pouco a respeito de quem se ama. Com o tempo a gente aprende a se contentar com pouco. Muitos têm muito _ poderiam ter tudo _ e nada têm.

As mãos do tempo semeia sabedoria.
Descobrem-se, entretanto, na diversidade, apenas diversidades;
Descobre-se entre a humanidade a humanidade; 
E no humano, o óbvio, humanidade. Acredite, há humanidade nas pessoas e nas coisas, pois em tudo que a alma humana toca ali fica um pouco de si. A essência do que somos transcende todas as dimensões. Isso basta.

O fato é que, às vezes, a consciência desperta para o que realmente somos. Acontece no Natal.

Você tocou meu coração.
Por isso, minha querida, cuide-se. Cuide-se bem. Você é muito importante pra mim. E pra quantos mais? Você imagina?
Então, cuide-se bem.

Feliz Natal!
                          (À Luciane Salce)
                             
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