Elegia simples e singular.
Desnudando mistérios do meu próprio sentimento, aflito, me deixei navegar sob o sopro dos sonhos, na leveza da esperança, e na voragem turbulenta da realidade.
Muitas vezes me perdi em meio ao turbilhão de idéias assombrosas formadas dentro em mim mesmo, e outras tantas, de origem alheia, aterrorizavam-me maquiadas de verdades.
Porém, nas vertigens constantes dos ventosos devaneios foi que encontrei a mais veraz revelação:
Amar é estar positivamente vivo!
No entanto, em nada me surpreende o parecer conclusivo, de estado normal, de ser virtuoso e estar amando. É para este fim que eu vivo, e por este fim tenho tido esperança, embora não tenha aprendido, nessa espera, lutar com inteligência em prol da conquista da felicidade através de um grande amor, corpo físico humano.
Um grande amor é um amor verdadeiro.
Que seja a felicidade um universo à parte, distante, em oposição, ou mesmo em posição contrária ao amor carnal, que envolve a sensibilidade do contato físico e a necessidade do prazer, ainda assim, o único caminho para alcançá-la é amar. Estar vivo é positivamente amar.
Descobri que as verdades das cousas consiste na sua totalidade. Não se forma uma verdade de partículas, de verdades filosóficas, de filosofias diversas.“Viver é positivamente amar”,
Eis uma totalidade manipulável, entretanto, imutável e indivisível; eis uma verdade à prova.
Mas o que me levou a esse datismo, a esse estudo fútil de conteúdo enfadonho, com tendências ao complexo âmbito fleumático, se nada sei sobre Hipócrates e sua doutrina?
Minha idéia é simples e não sofre influência de nenhuma filosofia, é a conclusão de uma mínima parte do exercício pensar, que deve ser uma constante na prática do viver.
Levado pelos ventos dos devaneios, pela esperança, e ou pela voragem da realidade, eu sempre chego a ti; E tu es sempre criatura e símbolo.
Símbolo de amor
Símbolo da vida
Símbolo de sonho
Símbolo do infinito
Símbolo da plenitude
Símbolo da sublimidade;
Humana,
Sol!
Num estival de estrelas flutuo
Na Via Láctea do universo
De mansidão dos teus olhos.
Eu procuro em ti a verdade do que sou, a razão do que sinto, por que sinto por ti, e em ti me encontro e me reconheço.
Do que te vale tanta beleza
Tanta brandura de luminosa eternidade
Sem a sensibilidade do amor para percebê-la,
Este amor sincero, que te é sabido,
Só eu tenho a oferecer-te.
Sempre,
Ao passar por este portal luminoso
Em meio à densa neblina vejo
Uma constelação tênue ofuscando-te
Na própria penumbra, e em si,
Na própria sombra, tenta se redefinir.
Mas o brilho conducente que me atrai,
Leva-me por vias inimagináveis,
E me revela a imortalidade da vida
Sob o afago da tua luz refletida em mim.
É preciso intensidade no luzir para justificar a existência.
É nosso tempo, agora, de fazer valer o tempo humano
Antes que sejamos singelas estrelas, eternamente.
Visão Poética: "O chão é cama para o amor urgente, amor que não espera ir para a cama. Sobre o tapete ou duro piso, a gente compõe de corpo e corpo a úmida trama. E para repousar do amor, vamos à cama."
sábado, janeiro 06, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
Manhãs de sol
Manhãs de sol
Tenho gravado na memória as cores e as formas das manhãs...
Aquele riso luminoso despertando-me sentidos
O inebriante aroma dos lírios
E nosso reverenciar de girassol!...
Meu pressentimento à primeira vista
O sentimento ao primeiro olhar
O primeiro verso,_ a primeira pista _,
A submissão à ordem de amar.
Sempre ao romper d’aurora
O jardim me convidava a entrar
Pra me deitar na grama
Ou passear pelas veredas.
Às vezes eu só queria pensar
Enquanto olhava no céu as últimas estrelas.
E as ramas gestantes me pediam
Para acalmar os brotos que nasciam.
Eles temiam, respeitosos, ao deus sol
Com seus raios agudos, longos, que os cria e degenera;
E já sabiam-no a profunda imersão
De tua luz de calor imergente
Indispensável para a vida
E a germinação da semente.
Também já sabiam do meu amor,
E eram fieis às minhas confidências.
Sabiam há muito do meu amor!... do riso, da meiguice...
Aquele olhar...a meninice... minha solidão, e minha tolice.
Com a magnitude do meu amor...
Comparavam com afago e o riso tão singelo
Do astro, que por antecedência, ilumina o caminho, o dia
E a sublimidade da deusa das flores
Que vela a florescência das ramarias.
E após clarear o dia e o sol beijar-nos a face radiosa
Uma hastilha sempre me oferecia,
Dentre seus brotos,
A flor mais vaidosa.
E íamos confidentes, íntimos, pelo caminho.
Ela compreendia minha ansiedade
Tínhamos a mesma cumplicidade_ medo dos espinhos._ Ao almejar felicidade.
Então, humilde e inocente a flor vaidosa
Distante da bela haste que a viceja
Diante o olhar da minha estrela
Sentia-se sem graça, sem cor, sem beleza.
Assim também meu húmile coração por vezes murchara
Ao ver que o sol, apesar da profundidade que nos atinge teus longos raios,
Nada extrai das profundezas d’alma,
Apenas nos infiltra tuas chamas ardentes
Que nos dá vida, nos devora, e por fim, definitivamente nos acalma.
Tenho gravado na memória as cores e as formas das manhãs...
Aquele riso luminoso despertando-me sentidos
O inebriante aroma dos lírios
E nosso reverenciar de girassol!...
Meu pressentimento à primeira vista
O sentimento ao primeiro olhar
O primeiro verso,_ a primeira pista _,
A submissão à ordem de amar.
Sempre ao romper d’aurora
O jardim me convidava a entrar
Pra me deitar na grama
Ou passear pelas veredas.
Às vezes eu só queria pensar
Enquanto olhava no céu as últimas estrelas.
E as ramas gestantes me pediam
Para acalmar os brotos que nasciam.
Eles temiam, respeitosos, ao deus sol
Com seus raios agudos, longos, que os cria e degenera;
E já sabiam-no a profunda imersão
De tua luz de calor imergente
Indispensável para a vida
E a germinação da semente.
Também já sabiam do meu amor,
E eram fieis às minhas confidências.
Sabiam há muito do meu amor!... do riso, da meiguice...
Aquele olhar...a meninice... minha solidão, e minha tolice.
Com a magnitude do meu amor...
Comparavam com afago e o riso tão singelo
Do astro, que por antecedência, ilumina o caminho, o dia
E a sublimidade da deusa das flores
Que vela a florescência das ramarias.
E após clarear o dia e o sol beijar-nos a face radiosa
Uma hastilha sempre me oferecia,
Dentre seus brotos,
A flor mais vaidosa.
E íamos confidentes, íntimos, pelo caminho.
Ela compreendia minha ansiedade
Tínhamos a mesma cumplicidade_ medo dos espinhos._ Ao almejar felicidade.
Então, humilde e inocente a flor vaidosa
Distante da bela haste que a viceja
Diante o olhar da minha estrela
Sentia-se sem graça, sem cor, sem beleza.
Assim também meu húmile coração por vezes murchara
Ao ver que o sol, apesar da profundidade que nos atinge teus longos raios,
Nada extrai das profundezas d’alma,
Apenas nos infiltra tuas chamas ardentes
Que nos dá vida, nos devora, e por fim, definitivamente nos acalma.
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