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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Causa e efeito

Causa e efeito


A porta aberta. Entrei, tímido e pasmo.
Qual era a matéria?... Química, física?... Geografia!
Facho de luz, bálsamo espasmódico do fim do orgasmo,
Que a noite dera ao dia.
Entrei. Mas antes, houve toda aquela história: o transe diante da porta,
_que pressentimento! _ sensação de vida, de morte...de sorte...
E a nítida impressão de já tê-la visto um dia. De onde?... Não importa.
Talvez do meu próprio pensamento.
Ainda antes, lá fora? Ah!_ a outra história?_ É pré-história, é passado,
Quero tirar da memória, deixar de lado.
Só sei que atravessei a rua, nas mãos abertas um livro também aberto _ Lendas e poesia _ qual a página da vida do mundo em que eu vivia.
Nunca atravessei no farol vermelho,
Sempre respeitei os sinais de alerta
Mas sempre me detive ás portas
Por esperá-las, sempre, totalmente abertas.
E onde se pode chegar assim?
A vida passa
Lenta, lenta...
Monótona doente e sem graça,
E quando se percebe
Não tem jeito


Não há remédio

Só tédio
Nada dá jeito,
Nem droga nem cachaça
_ Se no calabouço do leito
Só há fantasmas algozes que nos arrasta e nos tortura,
Nada consegue arrancar do peito
As algemas negras da amargura.
Ainda antes? Não; já Basta.
Enquanto lembro o tempo passa
E logo chegará dezembro.
Sabe , o que mais me angustia? É saber que em breve, logo após a formatura e toda euforia,
Nos apartaremos...
Quem sabe até quando
E se um dia novamente nos veremos?
Então, eu subi as escadas
Lendo, lento, indiferente,
Indiferente à matéria,
A lendas ou poesia;
Nem aí, mesmo para comigo
Ou a luz do dia.
Mas ao vê-la...
Ah!.. _o sol lambia-lhe o rosto. Vi que o sol a outro sol se unia
E a auréola que a envolve o corpo
Cedendo-se ia à aura do dia, e
Combinavam bilhões de cores
Na mais fantástica orgia.
Foi assim, o primeiro instante em que a vi.




Até hoje não sei se foi uma visão ou um sonho, se morri por alguns
Segundos, ou se morto estou e voltei à vida naquele instante. Só sei que minha vida nunca mais foi e será como antes.
Tenho a sensação de que ela é a morte que veio me resgatar para a vida. Eu tenho medo, mas a desejo e sinto uma enorme necessidade de estar com ela.
Ela é Sol, e minha vida tem sido uma longa escuridão.





Diálogo


O diálogo
Conversa íntima, mas discreta.

Lágrimas maternas marcaram, certa vez, a luta pela vida;
Mãe e filho contra a doença e a solidão.
Mãe e filho juntos para salvar uma união.

Mãe e filho, juntos lutavam, talvez sem se dar conta,
Contra a ignorância, a intolerância e o descaso;
E principalmente contra a idéia de absolutismo no poder do machismo.
Isso contribuiu, indubitavelmente, para a formação de um homem melhor
E para uma sociedade sadia e mais justa.

É assim; as mulheres de boa conduta, e que abraçam o instinto materno, mudam o rumo de nossas vidas para um destino mais feliz, naturalmente.

O instinto materno...
Vale refletir; não apenas notável pelo exercício na aplicação de cuidados às criancinhas, é distinto e admirável pelo zelo, e pela alta dosagem de amor em tudo que ela faz.
É, esse dom natural, um dom Divino embora muitas o despreze e optem para o ridículo de nada serem.
Eu fico imaginando a desolação daquela mulher abandonada.
Que triste desamparo!
Eu fico imaginando o seu sofrimento, na dúvida de ser ou não ser amada.
Eu fico imaginando a necessidade de um carinho
A falta de um ombro amigo na longa vigília na fria madrugada.
Deve ser duro assistir à medicação dolorosa ao filhinho, ali; em tal debilidade.
A mãe em murmúrios de dor, porém firme, orando com fé inabalável!
A mãe presente sofre incomparavelmente mais.

E a mulher ali, entregue, desamparada, já não é mais mulher é apenas mãe, fiel à extensão de sua alma.
E ao chegar em casa para um breve repouso, tem os afazeres, as exigências do marido, o sexo forçado, as suspeitas, os ciúmes, as ameaças...

Lágrimas marcaram, certa vez, a juventude desta mulher; ela sozinha, na sua fé, venceu as armadilhas da morte.
Hoje seu filho é viril, galante e forte. Mas também é amável, e não é para menos, foi criado com amor; o verdadeiro amor.
Ela mantém a união à família, a fidelidade, o amor; e não guarda no coração arrependimentos nem rancor pelo homem amado, que a deixou naquele tempo entregue à própria sorte; simplesmente porque ela o ama, agora muito mais que antes, pois ele soube reconhecer a mulher tem e tornou-se num homem melhor, o homem que ela moldou, marido e pai.
Eles são uma família feliz!
Bom que eu, naquela época, não a tenha conhecido. _ eles são felizes!
Isso é o que importa.
Mas eu a amo!


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