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segunda-feira, julho 09, 2007

Falta de atitude

Impotência?

Também me ressuscitam as emoções,
Os desejos,
Os mesmos da juventude:
Carência, carícias
Em ardentes devaneios
Da libido tímida,
Adormecida precocemente,
Inexperiente.

Tu, senhora, vivida,
experiente
Desde a adolescência sabida,
Certamente sorri;
Ri
Da minha imaturidade
Apesar dos meus 40...

Ai! Essa dor...
Essa ardência espacmástica!...

Teu olhar minucioso...
O senso judicioso;
Febre terçã!

Recesso versos excesso.

Essa abstinência é demência.

A loucura mascarada de fidelidade em retrato de família.
Uma castidade que induz ao pecado e que condena ao fogo deste inferno que é estar vivo,
Assim!
Este não sou eu!
Eu sou quem neste instante desmaia no meio das tuas coxas
Gemendo, gemendo gemendo amor! Amor!! Amor amor amor! Áaaaaaaaa! Môrrrrrrrrrr!Áormor...Amôôramor!!!!!!!!!!!!!!!Te ãm

Já que me ressuscitando para esta vida de desejos
Vês em mim homem e qualidade
Ensina-me novamente a viver
Como jovem garoto de meia idade;

Estou tão...
Nem sei como dizer
Que tu és a mulher por quem em toda minha vida
Tive maior desejo.

Perdoe-me por minha falta de iniciativa; por favor!

sábado, julho 07, 2007

Um belo poema

É um campo verde e vasto
(Fernando Pessoa)

É um campo verde e vasto,
Sozinho sem saber,
De vagos gados pasto,
Sem águas a correr.
Só campo, só sossego,
Só solidão calada.
Olho-o, e nada nego
E não afirmo nada.
Aqui em mim me exalço
No meu fiel torpor.
O bem é pouco e falso,
O mal é erro e dor.
Agir é não ter casa,
Pensar é nada Ter.
Aqui nem luzes (?) ou asa
Nem razão para a haver.
E um vago sono desce
Só por não ter razão,
E o mundo alheio esquece
À vista e ao coração.
Torpor que alastra e excede
O campo e o gado e os ver.
A alma nada pede
E o corpo nada quer.
Feliz sabor de nada,
Inconsciência do mundo,
Aqui sem porto ou estrada,
Nem horizonte no fundo.

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Simples assim

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