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sábado, dezembro 01, 2007

Simples assim

Se tu és feliz ou não , não sei!
Que és amada, sim!
Só posso falar por mim,
- Desde o primeiro olhar te amei!

Tão simples! Mineiro diante do mar
Contemplando o sol,
Boquiaberto, pasmo.
Pasmo pelo esplendor do nascer ou do ocaso
Tendo a alma extasiada
Pelo encanto deste primeiro orgasmo.

Pasmo. Pasmo por perceber que a vida vai além,
E logo ali, detrás da serra,
Além do além,
Onde o olhar no azul encerra
O início d’outro além,
há esplendores e esplendores,
de sóis-nascentes e sol-pores,
há mares, há luzes, livres,
a gozo de infinitos amores.

Simples assim:
Do nascente ao pôr-do-sol!
Sem falar da noite,
Do silêncio, da paz, da lua e das estrelas,
Sem falar dos sonhos,
E outras formas de vê-la.
Sem falar do mar... dos horizontes... do teu olhar...

Simples assim!
Sem falar de ti,
Sem falar de mim,
E sem se quer agente...

domingo, novembro 25, 2007

Agora... Noite, silêncio, e cifras

Não sei de onde vem a música
Se da poesia invisível
Se dos olhos que meus olhos não vêem...

Gosto disso.
O latir do meu cão
Perdidos como eu, estão
Poetas e poetisas
E a própria escuridão.

Em quatro minutos soa o silêncio do novo dia...
Talvez eu te veja...
Meus olhos
Minha cegueira.

E no bocejo do dia
O abrir dos olhos
A paisagem sonhada
A luz no horizonte
Nos campos da fantasia...
Noite, silêncio, e cifras...
Música...
Uivos e poesia;

Meu olhar e seu olhar...
Brisa ceifeira.

Anjos abrem asas
Espalham perfumes
Forma-se ondas de luz nos ares do pensar;
E dos olhos cegos arregalados
Donde pasmo amor evapora a cantar
Contos cifrados de notas quiméricas se quedam
N flauta mágica do silêncio
E o deus das trevas é o mesmo deus d sonhar.
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Simples assim

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