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quinta-feira, janeiro 28, 2016

Pela manhã, pensando em você

Ao acordar nessa manhã pensei em você.
Então eu disse:
Obrigado Senhor, por mais essa benção.

O mundo está em guerra
De canto a canto só se vê desventura;
São tantos lamentos, tantas dores na terra
Que até mesmo no riso impera amargura.

E eu, pobre e humilde, feio, já um pouco velho
A essa altura, da vida, pesa-me mais os mistérios;
Mas eis que bate forte o coração
E do amor, que se houvera desiludido,
Agora dou testemunho de fé:
O amor é uma benção, um alento, e eu o tenho vivido.

Não vou pedir perfume à flor
Tampouco maldizê-la se atirar-me espinho;
Nem mesmo vou implorar à brisa que me traga frescor
Pois o brilho do amor já iluminou meu caminho.

Não quero que o sol a decline e suas pétalas pereçam;
Quero que o orvalho da noite a revigore, hoje e sempre,
Até que o novo dia amanheça.

Quero apenas viver para vê-la
Assim, em silêncio, à distância, admirando
Como sempre o fiz, antes dela, olhando estrelas, porém,
Toda beleza de outrora se tornou vulgar depois de conhecê-la.

Longe de mim. Não, não estou menosprezando as rosas, as musas e deusas coroadas,
Todas são igualmente belas, sedutoras e perfumadas;
Mas a beleza sublime está além dessa beleza estampada.
Eu vejo a essência no contraste:
o olhar, o sorriso, a voz, os gestos, o rubor da face...
É uma harmonia de beleza autônoma e melancólica que compõe a linda flor Salce.

Eu a amo por completo,
Pétala por pétala.
E não quero que meu amor seja para ela um incômodo, uma cruz;
Apenas quero adorá-la e servir,
Servir a ela e ao mundo,
Pois o mundo anda em meio a trevas

E a vida precisa de luz.

quinta-feira, janeiro 21, 2016

Como dizer-te

Como dizer-te, sem parecer ridículo, o que penso e sinto?
E por que dizer?

Todos os dias eu rezo.
Eu componho minhas próprias orações e rezo.
E é com tamanha fé que parece que o universo inteiro silencia e se curva para ouvir minhas preces.

Cheguei a pensar que Deus sentisse ciúmes.
Cheguei a pensar que estivesse pecando;
Mas uma voz soberana me disse: “Calma, você está simplesmente orando”.
Então, todos os dias eu rezo sem culpa.

Mas como te dizer isso sem que pareça ridículo, sem que te cause constrangimento ou pareça ameaçador?

E por que dizer que todos os dias adormeço e acordo rezando e, ao abrir os olhos para exercer a vida, continuo orando com a força plena de todos os meus sentidos?
O que penso e sinto é como estar preso em um sonho sem fim.
O que pode fazer uma criatura humana quando desperta para um sonho senão sonhar?
Por isso eu o sonho com toda a força de minh’alma.
Mas como vou te dizer... a minha forma de fazer oração é pensar em você.

“Eu te amo!” ­_ a voz soberana diz.
O amor justifica-se a si mesmo.

Lu, apesar disso, ou mesmo assim, ainda aceita almoçar comigo?
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Simples assim

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