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sábado, março 03, 2007

Trapaça


Eu brinco com teus cabelos
Faço tranças e de novo os esparramo sobre mim
Encobrindo meu peito ofegante;
E em teus cabelos rezo preces
Como em rosário no qual esqueço,
Rezo e agradeço
E sempre os mesmos pedidos tenho feito.

Doce ressono o teu
_ cansaço de criança feliz _
Bom tê-la assim dormindo no meu peito
Ouvindo meu coração poeta...
Bom vê-la assim:
Deitada no meu coração, teu leito
Nesse quarto, nessa cama, nua...
Santa e meretriz.

Quando as responsabilidades cotidianas,
A vida lá fora, me chama, lá vou eu;
Já sou outro, renovado. Olho-me no espelho
E vejo a sombra do sonho,
O homem que foi feliz;
Voltamos a brincar de esconde esconde,
Na rua onde te escondes? Só tu me achas!
Em todas as faces te procuro
Mas até em ti mesmo te escondes;
Trapaças.
Nova poética: http://ray.ray.zip.net
Dicas p/ jogos:

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

O abraço

Hoje, de manhã, nos abraçamos.

Foi um abraço diferente
Indiretamente mais próximo;
Mais íntimo, mais abrangente,
De certa forma mais caloroso, mais quente.

Ela estava de costas,
Eu estava de frente.
Ela se sentiu minha;
Eu, dela, como sempre.

Trocamos carícias, carícias, carícias...
Num único beijo ardente.

Mas ela não sentiu pulsar meu sexo
Não sentiu tremer meu corpo
Não sentiu meu coração,

E meu corpo deveras não esteve presente;
Nos abraçamos a sós, individualmente,
Nos abraçamos de distante
Com os braços da mente.
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Simples assim

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